quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PENSAR O MEIO AMBIENTE É PENSAR A VIDA
No dinamismo do pensar a vida, bem como as questões que nos circundam, podemos nos inquietar, nos angustiar; e, em meio a inquietude a reflexão é decisiva. Pensar o sentido das ações humanas, o contato mútuo, o zelo ao que é público, o cuidar da natureza, é determinante para nos fazermos de fato humanos. Afinal, o que seria a vida, se não a pensássemos? O que seriam as relações sociais, se não as interrogássemos? Pensar cada ação, cada gesto, cada palavra estabelece uma clara distinção entre o universo irracional (que tem seu dinamismo, seu equilíbrio) do universo humano, que na beleza do poder contemplar o colorido das flores, o canto dos pássaros, do poder sentar-se à beira de um lago, do poder conversar com pessoas diversas, em circunstâncias diversas, podemos nos aproximar e aí, no contato mútuo termos condições de nos inquietarmos juntos. A construção de um mundo melhor começa aí. Neste sentido, o meio ambiente não deve ser visto como algo isolado, afastado dos homens e dos seus convívios. O meio ambiente sou eu, é você, somos nós.
Os quatro elementos descritos por Empédocles no mundo grego pré-socrático demonstram a essência do nosso ser. Aqui, poderíamos perguntar ao velho Empédocles: o que somos? E a resposta certamente seria: “somos água, terra, ar e fogo.” Somos a expressão da grandeza da natureza. Somos natureza. A água que chega a minha casa é limitada, não devo compreender-me como dono dos rios, mares e oceanos. A terra que cultivo deve ser compreendida como garantia da vida. O ar que respiro não me pertence, não é minha propriedade. O fogo que nos aquece deve fazer-nos solidários, respeitosos, amigos na defesa da verdade, da liberdade, dos direitos e, sobretudo, em defesa da VIDA EM PLENITUDE.

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