WILTON & SIMONE
sábado, 4 de março de 2017
terça-feira, 21 de junho de 2016
- A PRESSA EM CONDENAR: O DESEJO DE RIDICULARIZAR
- No Brasil se vive o paradoxo do descalabro hipnótico de um espetáculo vazio. Condenar, massacrar e expor ao ridículo. Isto se torna realidade permanente em nossa República Federativa. O que vemos e acompanhamos parece absurdo, mas não o é. Assim, os princípios do contraditório e da ampla defesa são negados em nome do procedimento. O jogo da cartada tem mais força do que a dignidade humana.
- Se você jogou a carta certa na hora certa parabéns. Entretanto, se o contrário se efetiva, sua "desgraça" estará efetivada. O que temos, portanto, o desejo, a pressa em terminar o procedimento e dar por encerrado mais um caso. Um simples caso! Quando convém publica-se nas páginas de amplo acesso para que se vejo O ESCÁRNIO, O MASSACRE, O HORROR!!!!
- "Em muitos casos, inclusive, inocentes são obrigados a suportar um julgamento, ou até mesmo o cárcere e o erro judiciário em razão da inevitável imperfeição e falibilidade de cada sistema penal". Luigi Ferrajoli
domingo, 22 de junho de 2014
O HOMEM E A DINÂMICA DA CONTEMPLAÇÃO NA VIDA RELIGIOSA
Wilton C. Alves
Simone Alves
- O desafio de compreender a vida, as relações, o poder, a arte, a cultura e, bem como o ser humano religioso é um grande desafio. Afinal, como medir ou tentar sondar a imensidão do cosmos? Como definir com precisão a realidade das relações humanas? Ou ainda como precisar a arte, o poder, a cultura e a realidade em si da vida religiosa?
- A religião como religare pode às vezes se perder face ao que é de fato é o ser humano simbólico. Sua capacidade de representar e de imaginar não se reduz ao dogma, ao prescrito como certo ou errado. O ser humano é acima de tudo livre. Quem poderia deter tal liberdade?
- A beleza da contemplação na vida religiosa está para além dos dogmas, das imposições, das tiranias. O religioso se permite aquietar-se e no silêncio pensar a grandeza da vida, das complexidades do humano, a grandeza da cultua e da arte. O silêncio nos ensina a ouvir, a pensar e a nos darmos conta da beleza dos pássaros, da brisa que passa, da água que jorra, das crianças que brincam.
- Em suma, a contemplação na vida religiosa desvela seu sentido originário: capacidade de querer compreender o criação e a beleza do criador. O dogma nos aprisiona, o Criador nos permite contemplar e silenciar-nos face a beleza da criação.
sábado, 14 de junho de 2014
A IMPORTÂNCIA DO ESTUDAR
Wilton da Conceição Alves
Simone Alves de Faria
A vida nos levar trilhar vários caminhos. Caminhos diversos passam a fazer parte de nossas vidas. Compreender o sentido da vida e da cultura é um grande desafio. Não compreender o sentido real do existente compromete a lógica das inquietações, dos desafios, das conquistas e nos faz caminhar por caminhos que podem comprometer o nosso presente e o nosso futuro.
Não
podemos passar a vida sem compreendê-la. Compreender a vida é abrir-se ao seu
sentido. Daí o desafio que se impõe ao o homem e a mulher: o desafio de
fazer-se humano. A literatura nos ajuda nesse sentido, bem como as diversas
disciplinas que compõem o curriculum escolar.
Compreender
a vida e o seu sentido transita pela lógica do estudar, do compreender, do
interrogar, do apresentar perspectivas. Para tal não basta acenar, mas acenar
compreendendo os desafios da cultura, da sociedade, da sobrevivência.
A
lógica imperativa da “ostentação” não é salutar. A exibição nos leva ao vazio,
ao desespero, à amargura, à desestabilidade, à morte. A sedução do poder do
dinheiro e da droga não edificam, mas corroem a vida em família, a vida escolar
e a vida profissional.
O
desafio, que se impõe a nós professores e alunos/as é recuperar a grandeza da
escola. Da escola que discute não no vazio das carências afetivas reinantes nas
redes sociais, mas a partir do olhar dos grandes nomes do pensamento universal.
Estudar
os clássicos deve ser o nosso desafio, o que, por sua vez, não deve ser
compreendido como chato. Afinal, a própria dinâmica da vida já nos ultraja com
o chato; haja vista a rotina do transporte, das relações sem vida, do desespero
familiar, da amargura no trabalho, das frustrações amorosas.
Os
clássicos nos impulsionam a pensar, a sonhar, a amar, a cantar a beleza da vida
e das relações, a desafiar a corrupção e a afirmar o verdadeiro.
Em suma, a beleza do
estudar está em descobrir o não percebido, bem como em caminhar de maneira
livre e autônoma.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
ENTRE O LEGAL E O ILEGAL: O DISCURSO DEMAGÓGICO DA MORALIDADE
Wilton da Conceição Alves
Simone Alves de Faria
Não são poucas as pessoas a si arvorarem em juízos e julgamentos relativos a condutas, decisões e ações de seus pares em geral. O definido como certo e, portanto, legal carrega no seu bojo a marca e a força de representações, as quais orientam e reorientam o pragmatismo no mundo contemporâneo. Assim, condena-se, absolve-se a partir de critérios que não se firmam como claros. A não clareza e as incertezas nos rondam e nos deixam perplexos face à complexa lógica dos discursos que não engrandecem a coisa pública.
O que hoje é aceito como lícito ou ilícito efetiva-se como não claro, não compreensível, não aceitável. Não são poucas as pessoas a se perguntarem a respeito das ilicitudes em geral. O exemplo mais cabal relativo a tal questão perpassa a lógica da legalidade de algumas modalidades de jogos; bem como da ilegalidade de outras modalidades. Tal problemática circunscreve no âmbito da moralidade do discurso estatal, um discurso vazio, solto e sem firmeza efetiva. Portanto, para alguns, a modalidade de jogos, a exemplo dos “cassa níqueis”, acabam com as famílias, pois comprometem o orçamento doméstico e o seu bem estar. Tal inquietação poderia ser referida acerca da loteria, em suas várias modalidades. O mesmo poderia ser dito no que diz respeito às apostas para ajudar os clubes de futebol em nosso país, os quais não engrandecem a arte nem a cultura. Por que não se referir aos diversos grupos religiosos que, por gozarem da legalidade “levam” até os últimos centavos das pobres viúvas e não são postos em questão.
Vivemos em meio a uma moralidade falida. Os poderes instituídos se tornam a clara expressão da ausência de clareza e firmeza política. Quando se trata de punir um adversário a lei é boa; quando a lei não permite o “terror” dar-se um jeito. Fato concreto é que a moralidade reinante está falida e sem sentido à realidade concreta. Em Nietzsche a moral é uma criação dos fracos para dominar os fortes. No que diz respeito à realidade brasileira os “fracos” de longa data anseiam por dominar os “fortes”. No âmbito da política, da economia, da arte e da cultura o imperativo dos fracos tem se feito sentir a cada dia. Por isso, no campo da economia há um verdadeiro duelo entre os seres humanos em geral. A luta não é de uma classe contra a outra, mas de seres humanos contra seres humanos. Assim, o discurso da moralidade efetiva-se como demagógico e a problemática entre o legal e o ilegal se efetiva na fronteira de um universo não definido.
Em suma, precisamos parar, refletir, compreender o sentido das coisas, dos seres, dos dogmas, das leis, do legalizado e do não legalizado para não ficarmos a mercê de nefastas incógnitas de políticos arcaicos que não compreendem o sentido da liberdade e da vida humana.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A NECESSIDADE DA REVOLUÇÃO
Para os conformados com o poderio do capital, o mundo está maravilhoso;
Para os conformados com a burocracia, o mundo está formidável;
Para os conformados com com uma sociedade desigual, o mundo está tranquilo;
Para os conformados com os ditames da exploração, o mundo segue sua normalidade;
Para os conformados com negação da vida em plenitude, o mundo segue a sua lógica;
Para os conformados com o “puxasaquismo”, estar próximo de quem tem o poder é maravilhoso;
Para os que têm alma de revolucionário o mundo precisa mudar.
Mudar as estruturas,
Mudar mudar os ditames,
Romper com a exploração,
Romper com a degradação,
Para o revolucionário uma outra realidade é possível,
Para o revolucionário uma outra história é possível,
Para o revolucionário um outro mundo é possível.
Daí a importância da luta,
A importância da consciência,
A importância de bons livros,
A importância da liberdade.
Fomos e somos roubados a cada dia. O capitalismo com sua estrutura nefasta nos rouba a beleza da vida, a beleza do poder contemplar as estrelas, a lua cheia, a paisagem e o voo dos pássaros.
Para os conformados com o poderio do capital, o mundo está maravilhoso;
Para os conformados com a burocracia, o mundo está formidável;
Para os conformados com com uma sociedade desigual, o mundo está tranquilo;
Para os conformados com os ditames da exploração, o mundo segue sua normalidade;
Para os conformados com negação da vida em plenitude, o mundo segue a sua lógica;
Para os conformados com o “puxasaquismo”, estar próximo de quem tem o poder é maravilhoso;
Para os que têm alma de revolucionário o mundo precisa mudar.
Mudar as estruturas,
Mudar mudar os ditames,
Romper com a exploração,
Romper com a degradação,
Para o revolucionário uma outra realidade é possível,
Para o revolucionário uma outra história é possível,
Para o revolucionário um outro mundo é possível.
Daí a importância da luta,
A importância da consciência,
A importância de bons livros,
A importância da liberdade.
Fomos e somos roubados a cada dia. O capitalismo com sua estrutura nefasta nos rouba a beleza da vida, a beleza do poder contemplar as estrelas, a lua cheia, a paisagem e o voo dos pássaros.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
ÉTICA E POLÍTICA, AÇÕES FUNDAMENTAIS AOS HOMENS DE BOA VONTADE.
Pensar a ética e o respeito à coisa pública é pensar o sentido da cidade, sua importância, bem como a razão de ser de sua existência. Para os gregos, sobretudo, no apogeu de sua expressão cultural, a cidade assumia posição central no que se referia à vida pública. A cidade era o lugar do encontro, da aproximação, do socorro, da solidariedade e da amizade.
A cidade, no universo dos gregos, não resultava num conglomerado de pessoas. Para o filósofo francês Jean-Pierre Vernant, na obra As origens do pensamento grego, “os que compõem a cidade, por mais diferentes que sejam por sua origem, sua classe, sua função, aparecem de uma certa maneira ‘semelhantes’ uns aos outros. Esta semelhança cria a unidade da pólis, porque, para os gregos, só os semelhantes podem encontrar-se mutuamente pela Philia, associados numa mesma comunidade.” É a amizade que dá sentido a existência da cidade. Os homens de boa vontade são acima de tudo homens da philia, isto é, da amizade.
O cidadão, o homem da cidade, deve permanentemente preocupar-se com o que é público. Sua amizade, seu amor à coisa pública o faz um zeloso amante do que pertence à comunidade. Os gregos, por exemplo, participavam de debates, os quais levavam semanas pondo em questão propostas, idéias ou qualquer questão que fosse relativa ao bem público. A moleza e o desânimo não faziam parte da alma de tal homem. O espaço reservado ao debate era a agorá, praça pública, era aí que se efetivavam os mais acalorados debates. Todos os cidadãos tinham o direito à palavra. Todos deviam fazer uso de tal instrumento. Daí a importância da retórica (arte de falar bem), mas não só da retórica, pois uma bela fala pode não dizer a verdade e a cidade inteira poderia vir a sofrer penalidades. O que importava acima de tudo era o respeito, o amor, o cuidado com a coisa pública.
O espírito do republicano estava presente aí. Tal preocupação na Modernidade não se distanciava das inquietações dos gregos. Rousseau no Contrato Social afirma: “Chamo, pois, República a todo Estado regido por leis, qualquer que seja a sua forma de administração, porque só então o interesse público governa e a coisa pública significa algo. Todo governo legítimo é republicano”. As palavras do filósofo genebrino mostram de maneira enfática que fora do republicanismo que emana do povo não há condições para se afirmar a ética nem a política como ações que expressem a grandeza do zelo ao que é público. Assim, o homem de boa vontade deve estar presente, repudiar o engano e assumir para si a defesa da cidade. Ele e seus concidadãos devem ser o que Platão em sua A República conceituou de guardiões, aqueles que se voltam permanentemente a uma zelosa ação de respeito à coisa pública.
Pensar a ética e o respeito à coisa pública é pensar o sentido da cidade, sua importância, bem como a razão de ser de sua existência. Para os gregos, sobretudo, no apogeu de sua expressão cultural, a cidade assumia posição central no que se referia à vida pública. A cidade era o lugar do encontro, da aproximação, do socorro, da solidariedade e da amizade.
A cidade, no universo dos gregos, não resultava num conglomerado de pessoas. Para o filósofo francês Jean-Pierre Vernant, na obra As origens do pensamento grego, “os que compõem a cidade, por mais diferentes que sejam por sua origem, sua classe, sua função, aparecem de uma certa maneira ‘semelhantes’ uns aos outros. Esta semelhança cria a unidade da pólis, porque, para os gregos, só os semelhantes podem encontrar-se mutuamente pela Philia, associados numa mesma comunidade.” É a amizade que dá sentido a existência da cidade. Os homens de boa vontade são acima de tudo homens da philia, isto é, da amizade.
O cidadão, o homem da cidade, deve permanentemente preocupar-se com o que é público. Sua amizade, seu amor à coisa pública o faz um zeloso amante do que pertence à comunidade. Os gregos, por exemplo, participavam de debates, os quais levavam semanas pondo em questão propostas, idéias ou qualquer questão que fosse relativa ao bem público. A moleza e o desânimo não faziam parte da alma de tal homem. O espaço reservado ao debate era a agorá, praça pública, era aí que se efetivavam os mais acalorados debates. Todos os cidadãos tinham o direito à palavra. Todos deviam fazer uso de tal instrumento. Daí a importância da retórica (arte de falar bem), mas não só da retórica, pois uma bela fala pode não dizer a verdade e a cidade inteira poderia vir a sofrer penalidades. O que importava acima de tudo era o respeito, o amor, o cuidado com a coisa pública.
O espírito do republicano estava presente aí. Tal preocupação na Modernidade não se distanciava das inquietações dos gregos. Rousseau no Contrato Social afirma: “Chamo, pois, República a todo Estado regido por leis, qualquer que seja a sua forma de administração, porque só então o interesse público governa e a coisa pública significa algo. Todo governo legítimo é republicano”. As palavras do filósofo genebrino mostram de maneira enfática que fora do republicanismo que emana do povo não há condições para se afirmar a ética nem a política como ações que expressem a grandeza do zelo ao que é público. Assim, o homem de boa vontade deve estar presente, repudiar o engano e assumir para si a defesa da cidade. Ele e seus concidadãos devem ser o que Platão em sua A República conceituou de guardiões, aqueles que se voltam permanentemente a uma zelosa ação de respeito à coisa pública.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
ENTRE O LEGAL E O ILEGAL: O DISCURSO DEMAGÓGICO DA MORALIDADE Wilton da Conceição Alves Simone Alves de Faria Nã...