quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A NECESSIDADE DA REVOLUÇÃO

Para os conformados com o poderio do capital, o mundo está maravilhoso;
Para os conformados com a burocracia, o mundo está formidável;
Para os conformados com com uma sociedade desigual, o mundo está tranquilo;
Para os conformados com os ditames da exploração, o mundo segue sua normalidade;
Para os conformados com negação da vida em plenitude, o mundo segue a sua lógica;
Para os conformados com o “puxasaquismo”, estar próximo de quem tem o poder é maravilhoso;


Para os que têm alma de revolucionário o mundo precisa mudar.
Mudar as estruturas,
Mudar mudar os ditames,
Romper com a exploração,
Romper com a degradação,

Para o revolucionário uma outra realidade é possível,
Para o revolucionário uma outra história é possível,
Para o revolucionário um outro mundo é possível.


Daí a importância da luta,
A importância da consciência,
A importância de bons livros,
A importância da liberdade.

Fomos e somos roubados a cada dia. O capitalismo com sua estrutura nefasta nos rouba a beleza da vida, a beleza do poder contemplar as estrelas, a lua cheia, a paisagem e o voo dos pássaros.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ÉTICA E POLÍTICA, AÇÕES FUNDAMENTAIS AOS HOMENS DE BOA VONTADE.

Pensar a ética e o respeito à coisa pública é pensar o sentido da cidade, sua importância, bem como a razão de ser de sua existência. Para os gregos, sobretudo, no apogeu de sua expressão cultural, a cidade assumia posição central no que se referia à vida pública. A cidade era o lugar do encontro, da aproximação, do socorro, da solidariedade e da amizade.
A cidade, no universo dos gregos, não resultava num conglomerado de pessoas. Para o filósofo francês Jean-Pierre Vernant, na obra As origens do pensamento grego, “os que compõem a cidade, por mais diferentes que sejam por sua origem, sua classe, sua função, aparecem de uma certa maneira ‘semelhantes’ uns aos outros. Esta semelhança cria a unidade da pólis, porque, para os gregos, só os semelhantes podem encontrar-se mutuamente pela Philia, associados numa mesma comunidade.” É a amizade que dá sentido a existência da cidade. Os homens de boa vontade são acima de tudo homens da philia, isto é, da amizade.
O cidadão, o homem da cidade, deve permanentemente preocupar-se com o que é público. Sua amizade, seu amor à coisa pública o faz um zeloso amante do que pertence à comunidade. Os gregos, por exemplo, participavam de debates, os quais levavam semanas pondo em questão propostas, idéias ou qualquer questão que fosse relativa ao bem público. A moleza e o desânimo não faziam parte da alma de tal homem. O espaço reservado ao debate era a agorá, praça pública, era aí que se efetivavam os mais acalorados debates. Todos os cidadãos tinham o direito à palavra. Todos deviam fazer uso de tal instrumento. Daí a importância da retórica (arte de falar bem), mas não só da retórica, pois uma bela fala pode não dizer a verdade e a cidade inteira poderia vir a sofrer penalidades. O que importava acima de tudo era o respeito, o amor, o cuidado com a coisa pública.
O espírito do republicano estava presente aí. Tal preocupação na Modernidade não se distanciava das inquietações dos gregos. Rousseau no Contrato Social afirma: “Chamo, pois, República a todo Estado regido por leis, qualquer que seja a sua forma de administração, porque só então o interesse público governa e a coisa pública significa algo. Todo governo legítimo é republicano”. As palavras do filósofo genebrino mostram de maneira enfática que fora do republicanismo que emana do povo não há condições para se afirmar a ética nem a política como ações que expressem a grandeza do zelo ao que é público. Assim, o homem de boa vontade deve estar presente, repudiar o engano e assumir para si a defesa da cidade. Ele e seus concidadãos devem ser o que Platão em sua A República conceituou de guardiões, aqueles que se voltam permanentemente a uma zelosa ação de respeito à coisa pública.
OBRIGADO SARAMAGO

1.
Dentro daquilo que se poderia chamar vida, ressoa a necessidade de si ouvir o canto dos pássaros, de ler e ouvir a poesia e os contos de Saramago. A memória se mantém viva, Saramago. Agora muitos dizem que você se mantém vivo na memória. Para nós, ousados sonhadores, sua obra, expressão da liberdade, da inquietação, do desejo de justiça é a certeza de que há homens e mulheres que não desistem nunca. Obrigado Saramago por suas reflexões, por suas palavras. Tua vida, teu exemplo marcam com profundidade o início desse novo milênio. Que teus livros nos inspirem o canto, o canto da certeza em dias melhores, em dias comunistas.
PENSAR O MEIO AMBIENTE É PENSAR A VIDA
No dinamismo do pensar a vida, bem como as questões que nos circundam, podemos nos inquietar, nos angustiar; e, em meio a inquietude a reflexão é decisiva. Pensar o sentido das ações humanas, o contato mútuo, o zelo ao que é público, o cuidar da natureza, é determinante para nos fazermos de fato humanos. Afinal, o que seria a vida, se não a pensássemos? O que seriam as relações sociais, se não as interrogássemos? Pensar cada ação, cada gesto, cada palavra estabelece uma clara distinção entre o universo irracional (que tem seu dinamismo, seu equilíbrio) do universo humano, que na beleza do poder contemplar o colorido das flores, o canto dos pássaros, do poder sentar-se à beira de um lago, do poder conversar com pessoas diversas, em circunstâncias diversas, podemos nos aproximar e aí, no contato mútuo termos condições de nos inquietarmos juntos. A construção de um mundo melhor começa aí. Neste sentido, o meio ambiente não deve ser visto como algo isolado, afastado dos homens e dos seus convívios. O meio ambiente sou eu, é você, somos nós.
Os quatro elementos descritos por Empédocles no mundo grego pré-socrático demonstram a essência do nosso ser. Aqui, poderíamos perguntar ao velho Empédocles: o que somos? E a resposta certamente seria: “somos água, terra, ar e fogo.” Somos a expressão da grandeza da natureza. Somos natureza. A água que chega a minha casa é limitada, não devo compreender-me como dono dos rios, mares e oceanos. A terra que cultivo deve ser compreendida como garantia da vida. O ar que respiro não me pertence, não é minha propriedade. O fogo que nos aquece deve fazer-nos solidários, respeitosos, amigos na defesa da verdade, da liberdade, dos direitos e, sobretudo, em defesa da VIDA EM PLENITUDE.